Modelo segundo a composição química e segundo as propriedades físicas e descontinuidades
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Vulcanologia
Erupção Explosiva
- Lava muito viscosa;
- Explosões violentas;
- Emissões de piroclastos (cinzas, lapilli e bombas) e de lavas viscosas;
- Pode dar origem a nuvens ardentes (gases tóxicos e materiais pulverizados incandescentes); agulha ou doma (quando a consolidação do magma, por ser muito viscoso, ocorre no interior da chaminé).
- A lava solidifica rapidamente.

Erupção Efusiva
- Emissão tranquila de lavas fluidas sem projecção de piroclastos;
- Formação de escoadas extensas (rios de lava);
- A lava solidifica lentamente.
Erupção mista- Alternância de fases efusivas, com emissão de derrames lávicos, e de fases explosivas, pouco violentas, com emissão de piroclastos.

MORFOLOGIA DE UM VULCÃO
PRODUTOS EXPELIDOS POR UM VULCÃO
Lava
A lava é o magma que vem à superfície. Assim sendo as lavas não são todas iguais, dependem dos materiais do magma de que originam.
A lava pode ser caracterizada pela sua composição:
- Lavas ácidas - lavas quentes ( 800ºC a 1000ºC), muito viscosas e com uma percentagem de sílica superior a 70%.
- Lavas básicas – lavas extremamente quentes (1100ºC a 1200ºC), muito fluidas (pouco viscosas) e com uma percentagem de sílica até 50%.
A lava também pode ser caracterizada pela sua forma consoante o meio onde foi expelida:
- Lavas em almofadas (lavas submarinas)
- Lavas encordoadas (lisas mas com dobras e subaérias)
- Lavas escoriáceas (lavas irregulares fragmentadas e subaérias)
Piroclastos
Os piroclastos são os materiais sólidos expelidos pelos vulcões.
Estes são caracterizados pelas suas dimensões:
- Menor do que 2 mm – cinzas
- De 3mm a 64mm – bagacina e lapili
- Maior do que 64mm – bombas e blocos
VULCANISMO ATENUADO
O vulcanismo atenuado é caracterizado por não expelir lava nem piroclastos.
O vulcanismo atenuado situa-se em zonas onde já tenha havido vulcanismo eruptivo e são zonas com um fluxo térmico muito elevado.
O vulcanismo atenuado pode-se apresentar de várias formas:
- Fumarolas
- Sulfataras – ricas em enxofre
- Mofetas – ricas em dióxido de carbono
- Géisers – repuxos de água subterrânea
- Águas termais – nascentes de água quente natural
VULCÕES E TECTÓNICA DE PLACAS
A actividade vulcânica está relacionada com as fronteiras de placas e conforme o limite, o vulcão vai possuir um tipo de actividade diferente.
- Placas divergentes e zonas de rifte: vulcões do tipo efusivo
- Placas convergentes: vulcões do tipo explosivo
- Intraplacas: origina ilhas e mantos de basalto
Normalmente os vulcões intraplacas são os hot spots (pontos quentes).
Estes hot spots estão relacionados com plumas térmicas.
As plumas térmicas são longas colunas de material quente e pouco denso que sobe do manto até à superfície. Esse material funde-se e vai ser a câmara magmática provisora de um vulcão.
Os pontos quentes são fixos e formam-se mantos de basalto.
Por vezes a placa vai-se deslocando sobre o ponto quente e afastando-se extinguindo o vulcão e originando outro no seu lugar.
MINIMIZAÇÃO DE RISCOS VULCÂNICOS
Para evitar surpresas os vulcões activos devem estar em constante vigilância para a partir dos resultados obtidos dos estudos saber quando pode haver uma erupção.
A variação da força gravítica, as variações magnéticas e sísmicas e os movimentos do magma são alguns dos estudos em questão, como também analisar os gases libertados, a variação da temperatura do solo e detectar as deformações do cone vulcânico.
Depois é preciso identificar as zonas de risco para as populações aí existentes se precaverem.
CONSEQUÊNCIAS DA ACTIVIDADE VULCANICAVantagens
Desvantagens
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Métodos paro o estudo do interior da geosfera
Directos:
- Observação da superfície
- Sondagens
- Minas
- Magmas e rochas
Indirectos:
- Geotermismo
- Geomagnetismo
- Sismologia
- Gravimetria
- Densidade
Gravimetria
É o estudo dos solos a partir da força gravítica e das anomalias observadas.
As anomalias gravíticas e a atracção gravítica são diferentes em todas as zonas do planeta.
A partir de várias observações concluiu-se que:
- Zonas com materiais mais densos que o meio envolvente são afectadas por maior atracão para o centro da Terra e são acompanhados por anomalias positivas (superiores ao nível médio do mar);
- Zonas com materiais menos densos são afectadas por menor atracão para o centro da Terra e são acompanhadas por anomalias negativas (inferiores ao nível médio do mar).
A Gravimetria permite detectar a localização de materiais, a diferentes profundidades, de diferentes densidades.
Geotermismo
O calor terrestre é a fonte do seu dinamismo.
Estudos mostram que a temperatura aumenta com a profundidade e a esse fenómeno (a taxa de variação da temperatura com a profundidade) chama-se gradiente geotérmico.
A dissipação constante do calor interno da Terra através da superfície chama-se fluxo térmico.
Ao número de metros necessários para a temperatura aumentar 1ºC chama-se grau térmico.
Geomagnetismo
A Terra possui um campo magnético invisível.
Esse campo magnético tem origem por interacção do núcleo interno da Terra com o núcleo externo.
Rochas, como os basaltos, têm tendência a gravar o campo magnético do momento em que foram formados porque se estavam a solidificar. O basalto possui minerais ricos em ferros (minerais ferromagnéticos) que se orientam segundo o campo magnético existente na altura em que solidificaram.
A este fenómeno chama-se paleomagnetismo.
Tipos de polaridade:
- Polaridade normal: o norte geográfico é o norte magnético
- Polaridade inversa: norte geográfico é o sul magnético
E para que serve isto?
Exemplo: Uma das características das faixas magnéticas é serem simétricas em ambos os lados do rifte. Porquê?
- Porque o material libertado pelo rifte é em mesma quantidade para ambos os lados e o material foi formado ao mesmo tempo, ou seja, tanto o material de um lado do rifte como do outro tem a mesma idade e a mesma polaridade registada.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Panda Gigante em risco de extinção
Nome Científico: Ailuropoda melanoleuca
Distribuição geográfica: Sul da China e Tibete.
Habitat natural: Florestas de bambu da região montanhosa da China, em altitudes de 1500 até 3000 metros.
Hábitos alimentares: Alimentam-se quase exclusivamente de folhas tenras e brotos de bambu.
Tamanho: até 1,50 m.
Peso: até 160 kg.
Período de gestação: 7 a 9 meses.
Número de crias: 2
Tempo médio de vida: A média de vida dos Pandas é de 10 a 15 anos no seu habitat selvagem e até 30 anos em cativeiro.
Estado de conservação da espécie: A devastação das florestas asiáticas, a lenta reprodução do bambu (base alimentar do Panda), o excesso de burocracia, ineficiência e a caça voraz colocaram o panda sob sério risco de extinção. Dificultando ainda mais a preservação da espécie, a sua capacidade de procriar é mínima.
- “O mais recente levantamento da população nacional de pandas-gigantes na China concluiu que sobrevivem 1 590 deles nas escarpadas montanhas das províncias de Sichuan, Shaanxi e Gansu. Esse número tão preciso é questionável, sobretudo de uma espécie difícil de localizar, que ocupa florestas montanhosas isoladas. Biólogos situam a população em liberdade em algum ponto entre mil e 2 mil indivíduos. Em cativeiro, havia, no mundo inteiro, apenas 188 pandas no fim de 2005: os 11 residentes nos Estados Unidos, um punhado de outros no México, Japão, Tailândia, Alemanha e Áustria e todos os restantes em zoológicos e centros de pesquisa em sua China nativa”.
- "A esperança reside nos esforços internacionais pela preservação da espécie. Uma rede de zoológicos coordena programas de inseminação artificial e reprodução em cativeiro. Na China, criaram-se reservas naturais para proteger os pandas. A mais antiga (e maior) delas é a Wolong, estabelecida em 1963, e que, junto com outras seis reservas, forma o Santuário dos pandas-gigantes de Sichuan, tombado como patrimônio mundial pela Unesco. As sete reservas somadas totalizam uma área de 9.245 km², onde vivem 30% dos pandas que restam no planeta. Turistas são bem-vindos e têm a oportunidade (por um custo, claro) de tirar uma foto com um filhote."
