segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Biosfera

Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra.

É um conceito da ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja comumente alargado para incluir também os seus habitats.

O homem, como ser vivo, faz parte da biosfera, e adapta o seu lar da maneira que ele precisar, causando modificações positivas e negativas à biosfera, como por exemplo a chuva ácida (negativo) e a agricultura (positivo).

Os seres que vivem na superfície terrestre dependem uns dos outros e mantêm relação com as condições do meio ambiente. Com exceção do homem, que consegue se fixar e viver em quase todos os lugares do planeta, devido ao alto grau de adaptabilidade que lhe é natural, cada ser vivo tem um ambiente em que se adapta melhor quando à temperatura, à umidade, às condições do solo, etc. Esse ambiente ideal para cada ser vivo constitui o seu habitat e deve ser preservado, para que a biosfera possa subsistir.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Estrutura intena da geosfera



Modelo segundo a composição química e segundo as propriedades físicas e descontinuidades

Sismologia

Vulcanologia

TIPOS DE ERUPÇÕES VULCÂNICAS

Erupção Explosiva
  • Lava muito viscosa;
  • Explosões violentas;
  • Emissões de piroclastos (cinzas, lapilli e bombas) e de lavas viscosas;
  • Pode dar origem a nuvens ardentes (gases tóxicos e materiais pulverizados incandescentes); agulha ou doma (quando a consolidação do magma, por ser muito viscoso, ocorre no interior da chaminé).
  • A lava solidifica rapidamente.

Erupção Efusiva
  • Emissão tranquila de lavas fluidas sem projecção de piroclastos;
  • Formação de escoadas extensas (rios de lava);
  • A lava solidifica lentamente.
Erupção mista
  • Alternância de fases efusivas, com emissão de derrames lávicos, e de fases explosivas, pouco violentas, com emissão de piroclastos.

MORFOLOGIA DE UM VULCÃO




PRODUTOS EXPELIDOS POR UM VULCÃO

Lava


A lava é o magma que vem à superfície. Assim sendo as lavas não são todas iguais, dependem dos materiais do magma de que originam.

A lava pode ser caracterizada pela sua composição:

- Lavas ácidas - lavas quentes ( 800ºC a 1000ºC), muito viscosas e com uma percentagem de sílica superior a 70%.

- Lavas básicas – lavas extremamente quentes (1100ºC a 1200ºC), muito fluidas (pouco viscosas) e com uma percentagem de sílica até 50%.

A lava também pode ser caracterizada pela sua forma consoante o meio onde foi expelida:

- Lavas em almofadas (lavas submarinas)

- Lavas encordoadas (lisas mas com dobras e subaérias)

- Lavas escoriáceas (lavas irregulares fragmentadas e subaérias)

Piroclastos

Os piroclastos são os materiais sólidos expelidos pelos vulcões.

Estes são caracterizados pelas suas dimensões:

- Menor do que 2 mm – cinzas

- De 3mm a 64mm – bagacina e lapili

- Maior do que 64mm – bombas e blocos


VULCANISMO ATENUADO

O vulcanismo atenuado é caracterizado por não expelir lava nem piroclastos.

O vulcanismo atenuado situa-se em zonas onde já tenha havido vulcanismo eruptivo e são zonas com um fluxo térmico muito elevado.

O vulcanismo atenuado pode-se apresentar de várias formas:

- Fumarolas

- Sulfataras – ricas em enxofre

- Mofetas – ricas em dióxido de carbono

- Géisers – repuxos de água subterrânea

- Águas termais – nascentes de água quente natural




VULCÕES E TECTÓNICA DE PLACAS


A actividade vulcânica está relacionada com as fronteiras de placas e conforme o limite, o vulcão vai possuir um tipo de actividade diferente.

- Placas divergentes e zonas de rifte: vulcões do tipo efusivo

- Placas convergentes: vulcões do tipo explosivo

- Intraplacas: origina ilhas e mantos de basalto

Normalmente os vulcões intraplacas são os hot spots (pontos quentes).

Estes hot spots estão relacionados com plumas térmicas.

As plumas térmicas são longas colunas de material quente e pouco denso que sobe do manto até à superfície. Esse material funde-se e vai ser a câmara magmática provisora de um vulcão.

Os pontos quentes são fixos e formam-se mantos de basalto.

Por vezes a placa vai-se deslocando sobre o ponto quente e afastando-se extinguindo o vulcão e originando outro no seu lugar.



MINIMIZAÇÃO DE RISCOS VULCÂNICOS

Para evitar surpresas os vulcões activos devem estar em constante vigilância para a partir dos resultados obtidos dos estudos saber quando pode haver uma erupção.

A variação da força gravítica, as variações magnéticas e sísmicas e os movimentos do magma são alguns dos estudos em questão, como também analisar os gases libertados, a variação da temperatura do solo e detectar as deformações do cone vulcânico.

Depois é preciso identificar as zonas de risco para as populações aí existentes se precaverem.

CONSEQUÊNCIAS DA ACTIVIDADE VULCANICA

Os vulcões podem tornar-se realmente perigosos, uma vez que anulamente continuam a matar cerca de 300 pessoas. Como não podemos controlá-los, resta ao Homem minimizar os seus efeitos negativos e aprender a beneficiar das suas vantagens.

Vantagens
1-Solos férteis, bons para a agricultura;
2-Exploração de materiais valiosos (ouro, ferro, enxofre, diamantes);
3-Atracção turística (paisagem, vegetação);
4-Produção de energia eléctrica (conversão de energia geotérmica);
5-Utilização para fins medicinais (termas).

Desvantagens
Catástrofes naturais, com perdas de vidas e alterações climáticas (efeito de estufa, chuvas ácidas).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Métodos paro o estudo do interior da geosfera


Directos:

- Observação da superfície

- Sondagens

- Minas

- Magmas e rochas

Indirectos:

- Geotermismo

- Geomagnetismo

- Sismologia

- Gravimetria

- Densidade

Gravimetria

É o estudo dos solos a partir da força gravítica e das anomalias observadas.

As anomalias gravíticas e a atracção gravítica são diferentes em todas as zonas do planeta.

A partir de várias observações concluiu-se que:

- Zonas com materiais mais densos que o meio envolvente são afectadas por maior atracão para o centro da Terra e são acompanhados por anomalias positivas (superiores ao nível médio do mar);

- Zonas com materiais menos densos são afectadas por menor atracão para o centro da Terra e são acompanhadas por anomalias negativas (inferiores ao nível médio do mar).

A Gravimetria permite detectar a localização de materiais, a diferentes profundidades, de diferentes densidades.

Geotermismo

O calor terrestre é a fonte do seu dinamismo.

Estudos mostram que a temperatura aumenta com a profundidade e a esse fenómeno (a taxa de variação da temperatura com a profundidade) chama-se gradiente geotérmico.

A dissipação constante do calor interno da Terra através da superfície chama-se fluxo térmico.

Ao número de metros necessários para a temperatura aumentar 1ºC chama-se grau térmico.

Geomagnetismo

A Terra possui um campo magnético invisível.

Esse campo magnético tem origem por interacção do núcleo interno da Terra com o núcleo externo.

Rochas, como os basaltos, têm tendência a gravar o campo magnético do momento em que foram formados porque se estavam a solidificar. O basalto possui minerais ricos em ferros (minerais ferromagnéticos) que se orientam segundo o campo magnético existente na altura em que solidificaram.

A este fenómeno chama-se paleomagnetismo.

Tipos de polaridade:

- Polaridade normal: o norte geográfico é o norte magnético

- Polaridade inversa: norte geográfico é o sul magnético

E para que serve isto?

Exemplo: Uma das características das faixas magnéticas é serem simétricas em ambos os lados do rifte. Porquê?

- Porque o material libertado pelo rifte é em mesma quantidade para ambos os lados e o material foi formado ao mesmo tempo, ou seja, tanto o material de um lado do rifte como do outro tem a mesma idade e a mesma polaridade registada.